segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Escreve num minuto




Escreve num minuto

“Não há nada mais triste do que um poeta sem palavras”.
Conversei, ontem, enquanto fumava e fumava com várias pessoas interessantes, daquelas conversas que podiam ser acompanhadas de bebidas e mel que libertam. Conversas interrompidas com gargalhadas e emoções. Conversas descontraídas mas limadas com pensamentos que nos fazem existir.
E o mais estranho foi que nos escrevíamos como se as palavras nos trouxessem as vozes, os sabores e os silêncios.

Lembrei-me há dias de um negócio se qualquer lado do mundo, menos da China. Ganchos de cabelo, e perdoem-me se vou excluir a comunidade masculina pouco ‘meterossexual’ desta leitura… Aqueles ganchos de cabelo fininhos pretos ou castanhos, discretos mas que prendem. É sobre eles o negócio.

Porque ainda não chamaram um designer de produto ou outro profissional para criar um gancho com estas características mas que não saia a pontinha do dito. Qualquer mulher já gastou 10000 vezes 0.75 cêntimos a comprar ganchinhos (o diminutivo foi especialmente escolhido porque neste universo feminino, nós teimamos em utilizá-lo) … Ora porque os perdemos em qualquer lugar, ora porque a pontinha sai na segunda ou terceira utilização e depois quase nos arranca o couro cabeludo (mas nós cometemos sempre esta tortura de utilizar um ou outro sem pontinha para desenrascar, e depois magoamo-nos sempre)….
Eu sei que deixar de os perder é quase impossível mas que não saiam as pontinhas!!! (nota: têm que manter a estética do discreto caso alguém se aventure em recriar este objecto)

A cor do anoitecer com nevoeiro do outro dia parecia destacar a serenidade daquela cidade pequena. E eu na janela via tudo. Até chegar Ao Anoitecer de Al Berto.

e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia.

_E se eu fosse puta…Tu lias?_

6 comentários:

Diamantino Carvalho disse...

As conversas são sempre boas para entrelaçar pensamentos, quebrar a solidão do raciocínio e alimentar, os estarmos vivos

Rafeiro Perfumado disse...

A (não) utlização de ganchos no cabelo é outro dos motivos pelos quais agradeço ao meu pai o cromossoma Y.

Beijoca!

Pjsoueu disse...

Lia...eu leio sempre:)
Ler quem sabe escrever no sentimento, é alimento para a existência. Sim. eu leio sempre:)

Pj

vieira calado disse...

E quanto já gastou em miles de cigarros?

rs rs rs

Saudações poéticas!

Guilherme Duarte disse...

Claro que lia, porque não?

Livia Ulian disse...

Olhe que estou lendo pela primeira vez com certo atraso... mas lia sim!
Aqui no Brasil a esses malfadados ganchinhos de cabelo chamamos grampos e agora me parece que perder a ponta é um problema universal...

Grande Abraço