segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Domingos de luz!


Sarava!


O dia de ontem assegura a qualquer mulher, em TPM, que o céu chora bem mais do que ela em qualquer domingo assim, trágico.


Gostava de vos segredar as minhas mais recentes descobertas. A ter algum dia o dom da maternidade será certamente antes de completar os 35 anos (que ainda me falta imenso). Esta descoberta/decisão deve-se à amniocentese que a minha amiga Inesinhazzz fez hoje. Não é que lhe espetaram uma agulha gigante pela barriga adentro??!! Isto tudo por ser gravidez de risco...por ter o 1º filho com 37 anos! Grrrrrrrrr... a mim nesta não me apanham, mesmo que isso implique permanecer titia para o resto dos meus dias!


Mais, quero o marido da Julie, do filme ranhoso que está agora nos cinemas em que entra a Meryl Streep. Bom, isto se ele deixar de comer do modo em que se apresenta no filme... porque de resto é perfeito! Paciente, bonito, jeitoso e inteligente.


Outra coisa que me pareceu importante foi lembrar-me do jogo “verdade ou consequência” que os miúdos da primária passam os recreios a brincar. Se este jogo fosse adaptado aos adultos em geral, a políticos em particular (não especifico os do face oculta) ia ser, no mínimo, interessante. Já os estou a ver... a terem que dar beijos à Dra. Manuela Ferreira Leite para não responderem com verdade às perguntas.


Ah, e por acaso viram que andam a fazer acupuncturas e tratamentos de luxo a cães??? Eu até pensei que estava a alucinar?!? É que em labradores a coisa ainda cola...agora pensar nisso em caniches ou em cães de microondas (daqueles com os dentitos de fora) até incomoda! Tratam melhor os cães do que as pessoas neste país!


Sem mais.


_E se eu fosse puta...Tu lias?_




p.s- Obra de Maurizio Lanzillotta, "A namorada do pinóquio com o amigo"impressão digital UV s/dibon, 50x50cm,2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Loucuras à flor da pele!


Sarava


Louco. O sujeito apaixonado é atravessado pela ideia que está ou vai ficar louco.
(Barthes)


Por falar de loucuras. Mas alguém é capaz de me explicar porque é que existem pessoas que dobram cuecas (e, antes, passam-nas a ferro)??

Após um domingo de há umas semanas, fiz (este “fiz” significa os louros que eu me estou a dar, porque, de facto, que fez foi a tal Joana) uma dolorosa arrumação ao meu armário verde alface/azeitona. E numa das gavetas forradas com umas divisórias esquisitas e modernas, daquela grande loja que tem tudo e mais do mesmo no que toca a mobília e seus adjacentes, guardaram-se as várias cuecas. Claro que não vou descrever aqui a minha lingerie, apenas adianto que há desde o boxer, à tanga e, até mesmo, à cueca de quase avó (estas últimas servem apenas para dormir e sozinha, ok?!).

O importante é esclarecer que não consigo entender a mania de se dobrar o raio das cuecas de uma forma xpto, que não se mantêm naquele jeito por mais de 3 segundos e que não há maneira de eu conseguir atinar em fazê-lo. Note-se que mesmo as cuecas quase de avó não são assim tão grandes que encorrilhem se não se dobrar…e caso acontecesse, mal se ajustam ao corpo (ou ao rabo) deixam de se notar quaisquer vincos mais evidentes.


Posto este meu manifesto/dúvida, aproveito para vos espantar (se é que ainda é possível) com a minha manhã no trânsito. Não é que hoje mesmo, já quando a manhã acabava, ia eu de carro (o mesmo de há 4 anos), na cidade periférica e pequena onde vivo há pelo menos 15 anos, no cruzamento que faço todos os dias….
E… Em vez de parar atrás do carro escuro que me sucedia diante o semáforo vermelho aceso, não… decido ultrapassa-lo e imaginar que estava à minha frente parado para qualquer coisa (que não tive tempo de imaginar). A parte mais impressionante é que depois do carro escuro estavam mais uma dezena de outros carros que também não tinham parado na berma da estrada, mas sim que aguardavam o sinal verde. Salvaguardo um pequeno detalhe, o de que a estrada tinha dois sentidos e não era muito larga…

Conclusão fez-se-me luz, de repente (durante a ultrapassagem, talvez por não poder conclui a manobra de imediato como o previsto), e, enquanto esperava que a fila começasse o percurso para eu entrar de novo na minha mão, estive a ouvir umas buzinadelas que vinham de todas as direcções, a absorver uns olhares de descrédito e ainda umas expressões confusas.

Salvei-me.

_E se eu fosse puta…Tu lias?_


p.s.- Obra da performance "O Estendal" de Filipa Guimarães

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Carta Aberta à Joana “que tinha que ter na minha vida”



È uma carta de amor,

Podia ser para alguém de família, um amigo

Ou para qualquer ser imprescindível na nossa vida

Queria escrever tão bem que te pudesse apenas com esta carta te segurar o coração.

Queria inventar palavras ou frases, qui ças poemas que te tornassem jóia.

Queria ser mesmo um génio.


Mas tu és uma coisa que voa, és Tu, és vizinha, és também Eu.


Sabes quase de cor os porquês das minhas sobrancelhas levantadas, ou do meu sorriso atrapalhado.

Conheces os meus arranhões (que não são feitos pela Conca), tens as minhas penas e confessas o que procuro esconder.

Cantar-te-ia tantas letras que soariam melhor. Escreveria grafittis.

És o meu querido e leal diário. És a minha margarida de primavera. És aquela que compra um par de sapatos com tamanhos diferentes. És a que me perde óculos de sol de 400€. És a que me ouve cerrar os dentes em noites duras.

És Tu, a Joana que eu tinha que ter na minha vida.






_E se eu fosse puta...Tu lias?_


p.s- Obra de Nuno Machado