quinta-feira, 21 de maio de 2009

Brum Brum... era uma vez 250!


Sarava!

Ainda com a história do carro.
Hoje ia deixá-lo no mecânico se ele não tivesse que ter ido ontem de urgência.

O barulho insistia há quase duas semanas e em tons cada vez mais ameaçadores, e apenas a um dia de eu deixar o carro nos entendidos, ele decide passar-se.

Já quase a chegar à faculdade, com o barulho a enervar antes da frequência, as mudanças deixaram de se conseguir mudar facilmente. Aliás só mesmo a muito custo ia conseguindo alterar as velocidades. A minha companheira de boleias, a Inesinhazzz, teve um surto de entendimento mecânico e disse-me para ver se o pedal da embraiagem estava preso, e se sim, para o levantar com o pé. Uau! Surpreendi-me! Ela tinha razão, explicada pelos carros miseráveis que a acompanharam ao longo do seu percurso. Hoje anda de metro, a pé, ou à boleia no meu carro. O que faz todo o sentido que ela se superasse nas ideias mecânicas, para tentar salvar a sua boleia.

Já na rua infernal de trânsito da faculdade começamos a sentir um cheiro suspeito. Quisemos crer que era um odor ambiental. Cheirava-nos a uma coisa esquisita... piscina! Melhor, cheirava-nos a cloro! E depois de adivinharmos a que nos cheirava o carro, vimos uma nuvem de fumo mesmo em frente aos nossos olhos. Claro que presumimos que o fumo era do tubo de escape do carro da frente, um grandessíssimo poluidor! Mas estas acusações duraram até ele arrancar e o fumo não arrancar com ele, a nuvem permanecia a sair do meu carro.
Pânico! A sorte é que a rampa da faculdade já estava à vista... foi o tempo de estacionar e gritar para a Inesinhazzz: - Foge rápido que o carro ainda vai explodir! Note-se que nesta altura o cheiro de cloro já não existia, mas sim um odor insuportável a borracha queimada.

Saímos do veículo e não percebemos se o fumo saía dos pneus, se do capô...

Conclusões: os barulhos eram da embraiagem que acabem por destruir, segundo soube depois de 35000 km as mulheres têm tendência a destruir embraiagens... E o orçamento passa a ser 250€, já que se vai aproveitar para mudar calços dos travões (não faço a mínima ideia do que seja, imagino que é para o carro continuar a travar), óleo e filtros.

Do mal, o menos... o carro não explodiu! E eu cheguei a tempo da frequência...

_E se eu fosse puta... Tu lias?_

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Já não há canções de amor nem freiras como antigamente


Sarava!



Andava eu apressada para sair de casa a horas à procura da chave do carro.

- Devo tê-la deixado em cima de algum móvel...- pensei.

Opto por trazer a chave alternativa e depois perder tempo a encontrar a outra. Quando chego ao carro...adivinhem! Só faltava o letreiro em letras gordas a dizer: Carro com chave na ignição, é só levar!

Enfim, não percebo como, mas deixei lá a chave.


Ninguém o levou.


Mas não há bela sem senão. Agora o meu carro faz um barulho manhoso, que segundo os entendidos é coisa para me custar uns 100 euritos, por causa de umas correias e de uns rolamentos quaisquer.


(interrompida por um senhor de uma associação “sorriso” qualquer, presumindo que a identificação não tenha sido inventada por ele, que me cravou 1euro e 10 cêntimos em troca de uma pulseirinha azul e preta)


Outra boa! Estava eu parada no trânsito com um Ferrari vermelho à minha frente, quando uma freira no passeio me faz sinal, depois de observar bem o dito veículo, como que a dizer que o Sr. condutor vive bem (gesticulou-me com a mão, como os bebés quando dizem que “o pai foi ganhar o tostão”, e ainda levantou as sobrancelhas). Que as freiras não sejam santas, ainda vá..agora luxúria... isto não é um dos sete pecados mortais???


Ai ai... já não há freiras como antigamente...


E por falar em freiras este fim-de-semana vi o filme “Negros Hábitos” de Almodovar, a meio adormeci, mas acordei para o fim. Conclusão de todos os que vi (“Má educação”, “Fala com ela”, “Tudo sobre a minha mãe”, “Volver”, “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”, “Em carne viva” e “Kika”) este foi o primeiro que não gostei.



_E se eu fosse puta...Tu lias?_


P.S. -"NIGHTMARE WITH A.C. II", 50x50cm, 2008, de Isabel Monteiro